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9:42
Gosto de quem presta atenção em mim. De quem procura novidade mesmo me conhecendo do avesso. De quem não desiste de me descobrir. De quem não se cansa da rotina. De quem se entrega. Sempre.
— Clarissa Corrêa. (via justspewingvenom)
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9:43
Os outros eu conheci por acaso.
Você eu encontrei porque era preciso.
Você eu encontrei porque era preciso.
— Guimarães Rosa (via sussurrosegritos)
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9:13
Não amor, hoje não precisa me contar sobre como era o seu passado. Não precisa fingir que está tudo bem, eu prometo não cobrar mais nada. Farei doer menos, posso tentar curar a sua ferida. Não ria ainda, só estou querendo te mostrar que a sua tristeza se faz minha e mesmo que me falte beleza eu tento te encher de alegria. Mas o seu sorriso já não é meu e suas lágrimas me corroem o peito. Só sei falar da saudade egoísta que embriaga esse coração fajuto e maltrapilho. E eu sempre estou maltratando o seu, mas não é por descaso… Talvez, talvez seja o medo que me joga abismo abaixo e não me deixa saídas, não me deixa um alerta e tira a placa de sinalização do caminho. Conheço tão bem o caminho do abismo, que às vezes prefiro sumir de manso e sem querer eu deixo rastros e você consegue me encontrar. Eu quis te livrar do abismo. Não desistir, isso não. Entreguei os pontos para isso que me prende, você sabe bem o que é. Nós sabemos o que fica estampado quando os seus olhos clamam por socorro e o meu corpo estremece por querer um pouco de calor. Até o sorriso mais sincero esconde os segredos mais singelos. Que sejamos singelos e maltrapilhos, juntos no abismo do medo de perder um ao outro. E quem sabe você não me compreenda e sem querer me faça chorar… “É sem querer, é sem querer, não chore agora”. Já viu alguém chorar de amor e sorrir da saudade que faz companhia? Sou eu quem diz que quer amar, amor completo, e chora imensurada pelas fraquezas do coração. Estarei aqui, na eterna profundidade deste nosso abismo a dois, ao teu lado refaremos a indiferença afim de preencher espaço. Não amor, a noite é fria, mas não falaremos de dor. Aquece o que te esquece, segurando as minhas mãos, deixa a lágrima jorrar e se encontrar com um sorriso. Pode até ser que não haja saída, mas eu te socorro, você me acolhe, e a gente ajeita a solidão desta prisão abandonada, cria espaço, imenda abraço. Seremos juntos, qualquer coisa que vier. Eu sei desta minha inconstância, que te confunde o coração, me faz menos sua. Sei da gana que me arrasta e me enlaça até você, e me acorrenta, tulmultua… Ah, eu te arrastei pra esse abismo, mas você quem segurou, fez nó cego em meio aos laços. Existe um nó no meio de nós, condenando o nosso amor. Pode ser que a ventania de amanhã bifurque os nossos caminhos, e nos coloque em contradição, e que não haja procedência em todo este meu discurso surrado. Quem sabe em qualquer desencontro, a gente nem sinta que a saudade caminha logo atrás. Mas é que agora, mesmo sendo incoerente, magoando corações, falaremos de amor. E a verdade, toda inversa, é que mesmo que eu te faça chorar e vice-versa, as lágrimas que nos causamos rega o sorriso que nasce, quando aflitos, os olhares tendem a se cruzar. Quanta ironia, rabiscaram nossa tristeza, bem ao lado do verbo amar.
— ZainabN. e BrendaViegas (via cacifo)
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9:08
Ame-me como amei a ti e terá amor para a vida toda.
— É, eu te amei tanto, te amei para a vida toda.
— É, eu te amei tanto, te amei para a vida toda.
— Frio de Agosto (via frio-de-agosto)



